TAG e TDAH: Como diferenciar e lidar com esses transtornos?

TAG e TDAH: Como Diferenciar e Lidar com Esses Transtornos

Os transtornos mentais afetam milhões de pessoas em todo o mundo, e entre estão o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Ambos podem impactar significativamente o dia-a-dia da pessoa, dificultando o desempenho acadêmico, profissional, as relações interpessoais e consigo. No entanto, apesar de apresentarem alguns sintomas semelhantes, TAG e TDAH são distintos, com causas, manifestações e tratamentos diferentes. O que é o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)? O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado por preocupações excessivas e persistentes sobre diversas áreas da vida, como trabalho, saúde, família e futuro. Essas preocupações são desproporcionais à realidade e costumam ser acompanhadas de sintomas físicos, como tensão muscular, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração e distúrbios do sono. Diferente de uma ansiedade comum, que pode ser útil para nos manter atentos a perigos reais, a ansiedade no TAG se torna constante e debilitante. Pessoas com esse transtorno frequentemente sentem que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo sem uma ameaça concreta. Os principais sintomas do TAG incluem: preocupação excessiva e incontrolável; Dificuldade em relaxar; Sensação de inquietação ou nervosismo constante; Problemas para dormir; Cansaço frequente; Dores musculares e tensão corporal. O que é o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)? O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, tem início nos primeiros anos de vida, que afeta a capacidade de atenção, o controle dos impulsos e a regulação emocional. Ele se manifesta na infância, ainda que não seja diagnosticado, podendo persistir na vida adulta e impactar diversas áreas da vida. O TDAH é dividido em três subtipos: predominantemente desatento, predominantemente hiperativo-impulsivo e combinado. Os sintomas do TDAH incluem: Dificuldade em manter o foco em tarefas; esquecimento frequente de compromissos ou atividades;Impulsividade, como interromper conversas ou tomar decisões precipitadas;Hiperatividade, como inquietação constante e dificuldade em permanecer parad@; Dificuldade em organizar atividades e cumprir prazos. Pessoas com TDAH frequentemente enfrentam desafios na escola ou no trabalho, pois têm dificuldade em manter a atenção em tarefas longas e complexas. No entanto, muitos também demonstram criatividade e capacidade de resolver problemas de forma inovadora.TAG e TDAH: Como Diferenciar? Embora TAG e TDAH sejam transtornos distintos, eles compartilham algumas características, como dificuldade de concentração e inquietação. Isso pode levar a diagnósticos equivocados, especialmente em adultos, onde o TDAH nem sempre foi identificado na infância. A principal diferença entre os dois transtornos está na origem dos sintomas. No TAG, a dificuldade de concentração é resultado da ansiedade intensa e das preocupações constantes, que consomem a mente da pessoa e dificultam o foco. Já no TDAH, a falta de atenção está relacionada a uma disfunção na regulação dopaminérgica do cérebro, dificultando manter o foco em atividades monótonas ou prolongadas. Além disso: Pessoas com TAG tendem a ser organizadas e a planejar excessivamente para evitar imprevistos, enquanto pessoas com TDAH costumam ser desorganizadas e procrastinar tarefas. A inquietação no TAG surge da ansiedade e do medo do futuro, enquanto no TDAH ela ocorre por impulsividade e necessidade de estimulação constante. No TAG, a preocupação excessiva causa fadiga e esgotamento mental. No TDAH, a desatenção e a impulsividade podem gerar frustração e dificuldades acadêmicas ou profissionais. Comorbidade entre TAG e TDAHEm alguns casos, uma pessoa pode ter tanto TAG quanto TDAH, o que pode tornar o diagnóstico mais complexo. Estudos indicam que pessoas com TDAH têm um risco maior de desenvolver transtornos de ansiedade, incluindo o TAG. Isso ocorre porque a impulsividade e os desafios diários enfrentados por quem tem TDAH podem gerar insegurança e preocupações excessivas, levando ao desenvolvimento de um quadro ansioso. Quando os dois transtornos estão presentes, é essencial que o tratamento seja personalizado, abordando tanto os sintomas da ansiedade quanto as dificuldades relacionadas ao déficit de atenção e à impulsividade. Tratamentos para TAG e TDAHO tratamento para TAG e TDAH pode incluir medicação e psicoterapia. A escolha do tratamento depende da gravidade dos sintomas e da interferência dos transtornos na vida da pessoa. Para o TAG, as principais abordagens incluem:Psicoterapia: Eu utilizo uma das abordagens que cito nesse link https://www.deboraaraujo.com/atendimento/ ou as integro, conforme a demanda da pessoa, ajudando-a a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamentos disfuncionais, assim como, estratégias de autoregulação. Medicação: Antidepressivos e ansiolíticos podem ser prescritos em alguns casos para reduzir a ansiedade excessiva. Mudanças no estilo de vida: Práticas como meditação, exercícios físicos e uma alimentação equilibrada podem auxiliar na regulação emocional.Para o TDAH, os tratamentos incluem:Psicoeducação: Compreender o transtorno ajuda a pessoa a criar estratégias para lidar com seus desafios diários. Medicação: Estimulantes como metilfenidato e anfetaminas são comumente usados para melhorar a atenção e o controle dos impulsos. Psicoterapia: Auxilia na criação de rotinas, organização e desenvolvimento de habilidades sociais, ressignificação de experiências e estratégias de regulação emocional. Embora TAG e TDAH compartilhem algumas características, são transtornos distintos com impactos diferentes na vida das pessoas. O diagnóstico correto é essencial para que o tratamento seja eficaz e direcionado às necessidades específicas de cada indivíduo. Se você suspeita que possa ter TAG, TDAH ou ambos, buscar a orientação de psicólog@ e/ou psiquiatra é o primeiro passo para um tratamento adequado e uma melhor qualidade de vida. Lembre-se de que, com o acompanhamento correto, é possível gerenciar os sintomas e viver de maneira mais equilibrada e satisfatória.

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Débora Araujo